Bastou um parágrafo para cair um Governo. Mas o mesmo MP que anunciou ao país que o primeiro-ministro era suspeito preocupa-se agora com a exposição mediática do suspeito. É um nó cego: só arguidos podem consultar o processo, e Costa não é arguido porque o MP o mantém suspeito. Tornar a suspeita pública e o processo secreto foi uma escolha. Um suspeito eterno é muito mais útil do que um arguido. E se isto se pode fazer a um primeiro-ministro e presidente da Comissão Europeia, imaginem a um cidadão comum