A política tornou-se, em muitos casos, uma gestão permanente da urgência. Fala-se muito de inovação, mas nem sempre se pergunta para quê. Anunciam-se soluções, mas falta frequentemente uma ideia de futuro. Quando isso acontece, o cidadão começa a sentir que as decisões são tomadas sobre a sua vida, mas raramente com ele. E é nesse espaço de distância e frustração que prosperam os discursos populistas