Longe dos holofotes do Irão, Ucrânia e Gaza, Myanmar colapsa em silêncio. Cinco anos após o golpe, a guerra civil já matou mais de 90 mil pessoas e deslocou 3,7 milhões — e, no coração do país, os rebeldes resistem sem balas nem apoio ocidental, sob ataques aéreos diários. Min Aung Hlaing trocou entretanto a chefia do exército pela presidência, em eleições que a ONU classificou como “farsa”