Autor da série de Mario Conde, Leonardo Padura chega a Portugal para apresentar “Morrer na Praia”, o seu novo romance, na Feira do Livro de Lisboa. Aos 70 anos, ainda é a voz da grande consciência melancólica de Havana, mas é mais audaz ao atravessar meio século de promessas, medo, violência, pobreza, emigração e desilusão revolucionária. Nesta entrevista, Padura recusa as leituras fáceis sobre o seu país: Cuba não foi o paraíso socialista nem o inferno comunista. Durante muito tempo foi “algo como um purgatório”. Hoje, porém, fala de uma realidade mais perto da distopia, feita de apagões, escassez e repressão. E fala dela como quem não observa de longe: é dos seus vizinhos que fala