Num país onde o horário “normal” se tornou raro, o banco de horas individual concentra o grande equívoco desta reforma: que há uma simetria entre empregador e empregado. A negociação individual é uma ficção quando uma das partes concentra todo o poder. Por isso, um comunica e o outro solicita. Se ouvissem os trabalhadores, saberiam que este mecanismo, se for individual, serve para extorquir horas não pagas num país onde 40% dos trabalhadores dizem ser vítimas de assédio laboral