No Google, quase 50% das menções políticas em respostas a perguntas neutras referem-se à direita radical. No ChatGPT, ronda os 30%. Se sabemos que um jornal tem linha editorial, ativamos filtros críticos. A simples ordenação enviesada de resultados pode deslocar as preferências eleitorais de indecisos em mais de 20%. E o problema não é apenas a opacidade, é ela ser lida como neutralidade. Se aceitarmos que a política depende cada vez mais do algoritmo, o escrutínio tem de acompanhar essa mudança