Com meio século de militância, oito anos de prisões, tortura, clandestinidade, e quinze de liderança parlamentar, a morte do antigo braço direito de Cunhal mereceu uma nota do PCP com uma única frase e um título a deixar claro que só o fazia a pedido da imprensa. Carlos Brito deixou de ser do PCP, mas não abandonou os seus valores. Para quem sai, uma eterna ingratidão. Mas se a dissidência é sempre traição, a militância nunca levará a um lugar de liberdade, autodeterminação e realização pessoal