Abril não é, não foi — nem no processo revolucionário que se seguiu — um confronto entre direita e esquerda. Abril é, e será sempre, um combate pela democracia. O voto é apenas uma porta que se abre; o que fazemos a seguir é que determina o regime em que passamos a viver. O que nos diminui, quando fazemos parte da maioria, é a intolerância com as minorias